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"Cerca Sanitária" Foi à um ano. Opinião do Adjunto de Comando Nelson Gomes.


2021-03-19

O momento que mais me marcou foi a primeira semana da cerca sanitária. A população não estava mentalizada para o que iria acontecer. Foi um mês fechados em casa. As pessoas estavam desiludidas. Havia medo e receio. O sentimento que as pessoas nos transmitiam era de medo.


Dentro da corporação também havia muito receio. Era uma pandemia. Já tivemos outro tipo de situações parecidas com esta, como a Gripe A. Nesta (CoViD-19) notou-se nos operacionais um maior receio, porque foi tudo muito rápido. As coisas aconteceram muito depressa e tivemos pouco tempo para nos prepararmos para o que aí vinha. No entanto, quero ressalvar que, independentemente do receio dos operacionais, nós num curto espaço de tempo conseguimos criar métodos de trabalho e de proteção individual para todos. Ao fim de duas / três semanas estavamos completamente à vontade para fazer o socorro a toda a população.


Felizmente dos poucos casos de infetados que tivemos, nenhum deles foi ao serviço da corporação, resultaram de contactos externos. No entanto os operacionais levaram isso como um ?calha a todos?. Nós somos bombeiros mas não somos imunes aos vírus. Reagimos bem, somos muitos unidos e tentamos sempre dar o máximo de apoio ao primeiro operacional infetado. Gerimos isso da melhor forma e não houve receio de haver possíveis contactos dentro da associação.


Estivemos sempre envolvidos no Gabinete de Crise. No entanto, depois de acabar o ?cerco sanitário?, as pessoas sentiam-se muito prostradas, psicologicamente em baixo. Notou-se que foi difícil para todos.


O impacto (da pandemia) no fator psicológico e mental está a prejudicar a população portuguesa e mundial. Acho que a vacina não será a solução para o problema, irá minimizá-lo. No entanto, julgo que os cuidados de higiene pessoal e de etiqueta terão de ser mantidos, porque corremos o risco, mesmo com a vacina, de termos uma quarta vaga. Do que me vou apercebendo, com os operacionais e com as pessoas, é que mesmo com a vacina podemos ter uma nova vaga e com isso voltaremos todos para casa confinados.




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